Terapia Sacro-Craniana e Pesquisa Ciêntifica
Pelo Professor John Upledger, DO, OMM
Não posso contabilizar o número de vezes que amigos bem-intencionados ou críticos acérrimos me disseram que a Terapia Sacro Craniana (TSC) deveria ser investigada utilizando métodos científicos. Muitas pessoas dizem que TSC poderia ser um verdadeiro achado nos cuidados de saúde, se existissem mais provas científicas.
Num artigo recente expliquei porque acredito que a TSC nunca poderá ser adequadamente avaliada se confinada a um laboratório, no entanto, poucas pessoas estão conscientes da muita investigação feita. Para os cépticos junto aqui algum do trabalho efectuado.
Fui abordado nos anos 70 pela Universidade Estadual de Michigan (MSU) para confirmar as bases científicas de uma premissa avançada por John Sutherland (Médico Osteopata) nos anos 30, de que as junções e suturas do crânio não ossificavam completamente, como a maioria pensava então. De 1975 a 1983 fui professor no departamento de biomecânica da Faculdade de Medicina Osteopática da MSU onde liderei uma equipa de anatomistas, fisiologistas, biofísicos e bioengenheiros para testar e documentar a influência do sistema sacro craniano no resto do corpo. Juntos fizemos diversas pesquisas, muitas das quais publicadas, que formam a base da modalidade terapêutica que desenvolvi e apelidei de Terapia Sacro Craniana.
Trabalhei, no início, com o neurofísiologista Ernest Retzlaff, PHD, para provar que em condições normais, as suturas cranianas não calcificam antes da morte. Estudámos numerosas amostras de ossos e suturas retiradas de pacientes de neurocirurgia com idades compreendidas entre os 7 e os 57 anos. Não só estas amostras mostravam estruturas vivas e completamente livres de calcificações, como também constatámos estarem revestidas de colagéneo e fibras elásticas, artérias, capilares, veias, nervos e neuro-receptores.
Após múltiplas observações mais profundas demonstrámos a existência de um incontestável potencial para a existência de movimentos entre as suturas cranianas. Estes resultados aparentavam no entanto contradizer amostras anatómicas de laboratório retiradas de cadáveres cujas suturas cranianas estavam calcificadas. Tais descobertas, aparentemente contraditórias, sugeriam que as calcificações das suturas cranianas observadas em cadáveres preservados, eram resultado de alterações post mortem bem como fruto de reacção aos agentes químicos de embalsamamento. As nossas descobertas sustentavam as que foram publicadas em Antomica Humanica pelo professor italiano Guioseppi Sperino, que notou que apenas em circunstâncias patológicas as suturas cranianas se fundem antes da morte.
O nosso passo seguinte, assim que vimos o potencial para o movimento nas suturas vivas, foi demonstrar que o movimento que hipoteticamente formulámos realmente existia num crânio vivo. Com a colaboração do biofísico Richard Ropell, PHD, começámos a usar técnicas de medição da pressão craniana (com bandas) em sujeitos vivos. Estas medições confirmaram e existência de movimentos de expansão/contracção rítmicos da circunferência craniana, com oscilações de 8 a 12 ciclos por minuto. Haviam no entanto outras variáveis que podiam desacreditar estas medições como provas sólidas de movimentação das suturas pelo que tivemos de medir o movimento de um osso craniano em relação a outro. Na impossibilidade da utilização de seres humanos para estes estudos, fomos autorizados a utilizar macacos vivos do departamento de fármacos da universidade.
Em experiências livres de dor, anestesiámos os macacos e procedemos a micro cirurgias para fixar uma antena directamente em cada osso parietal, cerca de 2cm laterais à sutura sagital e 2cm posteriores às suturas coronais. Ligámos depois estas pequenas antenas para que pudéssemos transmitir um sinal de rádio entre elas. Nos comprimentos de ondas transmitidas, descobrimos que às medidas que os ossos parietais se movimentavam independentemente um do outro, as distâncias entre os tempos de antena alteravam-se. Estas mudanças demonstraram a existência de um movimento interparietal de cerca de 12 ciclos por minuto. A um dado ponto, coloquei a ponta de um dedo no cóccix do macaco. Exercendo uma pressão mínima constatámos a paragem do movimento dos ossos parietais.
Tínhamos agora provas da existência de um sistema que podia movimentar ritmicamente os ossos parietais - e possibilitar a sua paragem por uma pressão mínima sobre o cóccix. Este, e outros factores levaram-me a deduzir que a pressão coccígea influenciou o movimento parietal através da variação da força hidráulica do líquido céfalo-raquidiano (LCR) movimentando-se através das membranas durais e do sistema miofascial, relacionado com a coluna vertebral e o crânio.
A minha primeira suspeita da existência do sistema hidráulico e surgiu há alguns anos durante uma cirurgia ao pescoço em que fui assistente. O cirurgião principal tinha removido o processo espinhoso e parte da laminae das vértebras médias cervicais (C4 e C5) de forma a expor a dura mater meningial e a mantê-la intacta. Nestas circunstâncias apercebi-me de um aumento e decréscimo da pressão do LCR com um ritmo de cerca de 8 ciclos por minuto. Tornou-se então claro que uma variação de pressão do líquido no interior da dura mater era responsável pelo seu movimento externo contínuo. Este líquido tinha de ser cérebro espinhal e o seu volume tinha de aumentar e diminuir ciclicamente. Porque é que este fenómeno não tinha sido observado em cirurgias anteriores? Esta resposta é surpreendentemente simples: porque na maioria dos casos é feita uma incisão na dura mater (felizmente nem sempre). Recebi recentemente uma carta do Professor Charles Probst, proeminente neurocirurgião Suíço que relatou ter visto o seguinte:
... “ sem qualquer dúvida, movimentos rítmicos da corda espinhosa com um ritmo de 4 a 10 ciclos por minuto. Este ritmo corresponde ao do líquido céfalo-raquidiano, bem visível quando se abre o espaço sub-aracnoide. Todos estes movimentos têm uma frequência completamente diferente da cardíaca e da respiratória. Isto é tudo o que vos posso dizer, baseado na nossa própria experiência em cerca de 20.000 neurocirurgias (11.000 cranianas e 9.000 à coluna)
No caso de procedimentos de punções lombares, quando a agulha penetra o compartimento do LCR, este entra no manómetro através da agulha de punção e de uma peça em forma de cotovelo. Quando o líquido atinge o pico de pressão, a válvula é aberta para a recolher do espécimen. Era geralmente assumido que a redução de pressão no manómetro era devida á quantidade de líquido extraído. Desta forma, qualquer queda cíclica na pressão do líquido era ignorada.Roppell, Retzlaff e eu, demonstrámos a existência de conteúdos vivos nas suturas e o movimento rítmico das suturas e dos ossos cranianos. Comecei a trabalhar com o biofísico e bioengenheiro Zvi Karni, (PHD, DSC.) Era professor visitante do Instituto Tecnológico “Technion-Israel” de Haifa, Israel, onde era responsável pelo departamento de biofísica. Inicialmente, juntou-se a mim para provar que o meu conceito de que a “energia” passava de uma pessoa para outra durante uma sessão de tratamento manual (mais tarde apelidada Terapia Sacro-Craniana – TSC). Depois de observar de perto as minhas sessões de tratamento, questionámo-nos sobre qual seria a melhor forma de investigar. Tornei-me seu aluno de biofísica e ele tornou-se meu aluno em medicina clínica manual e biologia. Deu-me matéria de estudo em física clássica e quântica, seguido de sessões de perguntas e respostas; dei-lhe uma visão mais profunda da estranha abordagem manual que estava a utilizar.
Trabalhámos intensamente durante cerca de três anos, após os quais foi chamado de volta a Israel. Arranjou maneira de eu ir à Technion no verão seguinte como professor visitante, onde me apresentou ao Professor Nachansohn, Médico, director do Hospital Loewenstein, em Ra´anana, o principal hospital de reabilitação neurológica de Israel. Aí estudei no serviço de doentes em coma. Depois de ter examinado vários pacientes comatosos, descobri que os ritmos sacro-cranianos, monitorizados nas regiões paravertebrais, não estavam presentes ao nível de lesões da espinal medula e abaixo delas. Com uma precisão de 100%, fui capaz de dizer aos médicos a que nível estava a lesão da espinal medula em cada paciente, sem outra pista que não fosse a perda de palpação do ritmo sacro craniano. Foi um verdadeiro estudo “cego” (blind test), com oito a dez neurologistas, muito cépticos, observando-me constantemente.
Durante os anos em que estivemos juntos na Universidade do estado de Michigan (MSU), o Dr. Karni e eu decidimos que olharíamos para o corpo humano como se fosse um saco isolante feito de pele e de membranas mucosas, cheio de uma solução condutora. Colocámos a hipótese de a solução condutora sofrer alterações de voltagem em resposta a mudanças de energia que ocorreriam no corpo enquanto eu fizesse os meus tratamentos. De forma a medir essas alterações de micro voltagem, o Dr. Karni construiu o que ele chamou de “ponte modificada de Wheatstone”. O instrumento adicionava algebricamente num dado instante, os desvios de micro voltagem relativos a uma linha média definida, em ambas as direcções, positiva e negativa. Conseguíamos assim ver as alterações de micro voltagem conforme estas ocorriam nos pacientes.
Começámos esta série de experiências aplicando eléctrodos na zona média da parte anterior da coxa do paciente, três polegadas acima do bordo superior da rótula com os eléctrodos de terra colocados no dorso de cada pé, sobre a linha média anterior, em cima da junção tarso-metatársica. Também monitorizámos a actividade cardíaca com 2 eléctrodos colocados em V, e seguimos a actividade pulmonar respiratória colocando umas bandas medidoras à volta da cavidade toráxica ao nível da junção do manubrio com o corpo xifóide. Variações circunferenciais no volume da caixa toráxica reflectiam actividade respiratória. Estes quatro dispositivos de medição foram ligados a um polígrafo que registava o ritmo cardíaco, a actividade respiratória e as alterações de micro voltagem totais do corpo.
O Dr. Karni monitorizou as leituras no papel do polígrafo. Contava-lhe o que ia acontecendo quando iniciava as técnicas de tratamento ou quando ocorriam alterações nos pacientes e ele anotava os comentários no papel do polígrafo, nos locais correspondentes. Passado algum tempo, ele próprio fazia observações precisas acerca dos pacientes pela simples monitorização das alterações verificadas nos registos do polígrafo. Tratámos mais de 150 pacientes desta forma e recolhemos o que pareciam ser quilómetros de dados. Ao demonstrar correlações no potencial eléctrico de todo o corpo, confirmámos mais uma vez a actividade do que apelidámos então de sistema sacro craniano.
Enquanto todos estes estudos de laboratório ocorriam, eu e os meus colegas levámos a cabo com crianças, dois estudos clínicos (de consistência de coeficientes de concordância). Desenvolvi um protocolo de avaliação com 19 parâmetros, utilizado para classificar o nível de mobilidade dos diversos ossos do sacro e do crânio. O primeiro estudo foi levado a cabo em 25 crianças da pré-primária examinadas por mim, por dois outros osteopatas cranianos e um aluno assistente. Avaliámos as crianças separadamente e reportámos as nossas observações relativas a cada parâmetro a um assistente de pesquisa independente. Nenhum de nós teve qualquer conhecimento das constatações dos outros até que um técnico de estatística independente tivesse completado a análise dos dados. A percentagem de concordância entre os examinadores variou de 72 a 92%, com uma variação permitida de 0-0,5%. Mais uma vez, estas descobertas sustentavam a existência de um sistema sacro-craniano e de movimento das suturas.
Ainda insatisfeito, utilizei o mesmo protocolo de examinação em 203 crianças da primária. Avaliei as crianças pessoalmente sem qualquer conhecimento do seu historial. Reportei as minhas descobertas a um assistente de pesquisa que as registou religiosamente. Um técnico estatístico independente recolheu informações da ficha escolar de cada aluno, bem como das entrevistas feitas aos seus pais. Relacionou as minhas descobertas com estas informações e observou um nível bastante elevado de concordância entre os resultados dos exames sacro-cranianos e os padrões de aprendizagem de cada aluno; convulsões; lesões na cabeça; problemas auditivos e até mesmo problemas obstétricos.

O estudo, pela sua concepção científica, anulou a possibilidade de concordância aleatória. Os resultados provaram que exames sacro-cranianos standardizados e quantificáveis representam uma forma prática para o estudo de disfunções do sistema sacro-craniano e uma grande diversidade de problemas de saúde, comportamento e desempenho. Outros pesquisadores têm levado a cabo estudos similares relacionados com desordens psiquiátricas e sintomatologia em recém-nascidos. Mais uma vez, a maior parte deste trabalho foi publicada. Isto é somente uma pequena porção da pesquisa que tem sido feita para provar a eficácia da terapia sobre o sistema sacro-craniano.

Existem hoje cerca de 100.000 terapeutas sacro cranianos em todo o Mundo e ainda mais testemunhos de pacientes ajudados por estas técnicas não invasivas. Estranho que estas informações não sirvam de nada aos olhos de alguns cépticos que continuam a proclamar que o sistema sacro-craniano é uma fantasia. De qualquer modo, o sistema sacro-craniana continuará a existir e será usado terapeuticamente com praticamente nenhum risco.
A Terapia Sacro-Craniana e a Boca
Habitualmente não temos presente a ligação intima existente entre todos os componentes do nosso sistema fisiológico.
Na verdade, os ossos do crânio estão em relação directa com os ossos dos dedos do pé. Parte desta relação deve-se às complexas redes de tecido inter-conectivo (fascia) que corre ao longo do nosso corpo.
As tensões existentes numa determinada zona transmitem-se, assim, com facilidade a outras sem aparente relação directa.
Uma das maneiras que o organismo tem de compensar o stress e os traumatismos de que é vitima, procurando adaptar-se a estas agressões, é criando tensões de equilíbrio.
Quando eventualmente a carga se torna demasiada, os sintomas começam a emergir e a dor instala-se.
A terapia sacro-craniana apoia os mecanismos de cura natural do nosso organismo, através de um método não intrusivo de palpações subtis através do corpo, sendo particularmente eficaz a encontrar as disfunções profundas causadoras de dores crónicas permitindo o realinhamento dos tecidos.
Por volta de 1920, o médico Dr. William Sutherland, um osteopata norte americano, demonstrou que o crânio não era uma espécie de coco rígido como até então se pensava, quando começou a investigar o movimento dos ossos que o compõem. Na década de 70,  o professor Dr. John Upledger, documentou e explicou a função do sistema sacro-craniano. 
Do sistema sacro-craniano fazem parte as membranas cerebrais e o liquido céfalo raquidiano que envolve e protege o cérebro e a espinal medula. O crânio, ao qual as membranas se encontram agarradas, é na realidade um conjunto de ossos articulados, que se devem movimentar em sincronia para se poderem adaptar às alterações de volume e pressão do liquido céfalo raquidiano. Estas flutuações são consequência da produção e reabsorção do liquido, e podem ser sentidas através do corpo. A terapia 
sacro-craniana mobiliza a totalidade do sistema, facilitando a manutenção do ambiente adequado ao desenvolvimento e função do sistema nervoso central e de tudo o que regula.
O maxilar superior está directamente ligado ao crânio, influenciando profundamente o sistema sacro-craniano. Desta forma, diversos procedimentos dentários podem potencialmente comprimir as estruturas cranianas e as suturas ósseas faciais (ligamentos que unem os ossos), afectando o sistema de membranas ao restringir o seu movimento, e influenciando as pressões do liquido no interior do crânio e ao longo da coluna. 
Tais situações acabam eventualmente por resultar em numerosas e diversas disfunções sensoriais, motoras ou neurológicas.
Da mesma forma, os aparelhos (?) de ortodontia originam tensões sobre o maxilar e consequentemente sobre o normal movimento fisiológico dos ossos do crânio, que se transmitem ao sistema sacro-craniano, podendo induzir disfunções várias incluindo o desenvolvimento de escolioses. 
Nas extracções, a utilização do maxilar e da mandíbula como apoios, poderá provocar stress na articulação temporo-mandibular, ou comprimir as suturas ósseas, sendo frequentemente responsável por disfunções da ATM (articulação temporo-mandibular) e numerosas outras afecções dolorosas.
A terapia sacro-craniana é pois altamente recomendada como coadjuvante da ortodontia ou outras intervenções bocais (?) sendo pois uma forma suave e que frequentemente parece “evaporar” as dores dai resultantes.
Uma sessão de terapia sacro-craniana, em que se fica deitado, vestido, sobre uma marquesa, num ambiente tranquilo, durante 45 a 90 minutos, é pois uma forma suave e eficaz de relaxamento e alivio.
A Terapia sacro-craniana também pode ajudar....
  • dores crónicas
  • traumatismo craniano
  • depressão
  • autismo
  • deficiências da aprendizagem (SDA, dislexia)
  • dores de cabeça e enxaquecas
  • perturbações nervosas
  • stress pós traumático
  • redução de stress e tensão
  • escoliose
  • lesões nos tecidos moles
  • lesões desportivas
Introdução à Terapia Sacro-Craniana Biodinâmica
A vida exprime-se como movimento. Ao nível mais profundo das nossas funções fisiológicas, todos os nossos tecidos saudáveis, “respiram” subtilmente com o movimento da vida –  um fenómeno que produz impulsos rítmicos palpáveis por mãos sensíveis. A presença destes ritmos subtis foi descoberta pelo osteopata americano Dr. William Sutherland há mais de 100 anos, quando teve um excepcional “insight”  ao examinar as articulações dos ossos cranianos. Ao contrário da convicção popular  que apontava para a  imobilidade destas articulações específicas, o Dr. Sutherland apercebeu-se que as suturas cranianas estavam desenhadas de modo a possibilitar pequenos movimentos. Dedicou inúmeros anos à sua pesquisa em que demonstrou a existência desses movimentos e concluiu que na sua essência são produzidos pela “força de vida” inerente ao próprio corpo, e a que mais tarde chamou “O Sopro de Vida”. O Dr. Sutherland descobriu ainda que o movimento dos ossos do crânio está intimamente relacionado com outros movimentos subtis que envolvem uma rede de tecidos  e fluidos no âmago do corpo; incluindo o liquido cerebrospinal (a seiva da árvore), o sistema nervoso central, as membranas que o envolvem e o sacro.
O “Sopro da Vida”

O “Sopro de Vida” produz diversos ritmos subtis palpáveis através do organismo e que constituem um sistema fisiológico integrado. Neste “sistema respiratório primário” foram identificados pelo menos três ritmos subtis, cada um com o seu ritmo próprio produzindo por sua vez ritmos dentro de ritmos. Estas três “marés” são conhecidas como:
  • o ritmo do impulso craniano; mais superficial e que se exprime à média de 8 a 12 ciclos por minuto,
  • o ritmo “médio”; uma “maré” que transporta forças de organização ao organismo e que se exprime mais lentamente com um ritmo aproximado de 2,5 ciclos por minuto, 
  • a “maré longa”  ou ritmo longo; um ritmo profundo e lento que se exprime cerca de uma vez em cada 100 segundos. O ritmo longo é considerado como sendo a primeira manifestação de vida e movimento com que “O Sopro de Vida” emerge da profundidade da quietude no centro do ser.
O princípio da organização essencial

Na abordagem biodinâmica da manipulação sacro craniana, os ritmos subtis produzidos pelo Sopro da Vida são vistos como manifestações da saúde que transportam um princípio de ordenamento essencial para o corpo e a mente. O Dr. Sutherland entendeu o papel importante que os fluidos representam para o organismo (em particular o liquido cérebro espinal) na propagação e disseminação dessas forças de organização através do corpo.
O princípio de organização essencial transportado pelos ritmos do Sopro de Vida age como a planificação (mapa) da saúde, presente desde o início do desenvolvimento embriológico sendo o factor fundamental na manutenção do equilíbrio de formas e funções. Assim, a capacidade das células e dos tecidos manifestarem o movimento da sua respiração primária é o factor crítico para a avaliação do nosso estado de saúde – quando esses ritmos se exprimem em plenitude e equilíbrio, a saúde e o bem-estar são o resultado natural..
A matriz  de inércia
Ao longo da vida, os nossos corpos vão sendo formados, moldados, e condicionados em função da capacidade de lidar com stress e traumas. Se os mesmos forem excessivos acabarão por ficar presos no sistema como locais de inércia – até que possamos aceder a recursos que permitam o seu processamento e libertação. Esses locais afectam o efeito dos movimentos rítmicos do “Sopro de Vida” restringindo a possibilidade da matriz original se manifestar ao nível celular.
As causas comuns da inércia são os ferimentos físicos, stress emocional ou psicológico, trauma natal e toxicidade. Devido à acumulação desse stress, os tecidos podem ficar marcados pela memória de experiências não dissolvidas e agirem como um filme que se repete quando estimulados.
Uma suave facilitação
A tónica da Terapia Sacro Craniana Biodinâmica, está em ajudar a dissolver as forças retidas que governam os padrões de doença e fragmentação no corpo e na mente. Para isso, o terapeuta irá promover uma “escuta manual” dos ritmos subtis do organismo e de quaisquer padrões de inércia ou de congestão. Através do desenvolvimento de capacidades palpação subtis o terapeuta será capaz de “ler” a história do nosso corpo, identificar locais onde estão retidos problemas, e seguir as prioridades naturais de cura indicadas pela fisiologia do paciente.
O propósito do tratamento facilitar a expressão do “Sopro de Vida” e potenciar as propriedades auto curativas e auto reguladoras do próprio corpo. Com este procedimento não invasivo, o terapeuta procura encorajar as forças que permitirão o reaparecimento da respiração primária original. Além disso, as qualidades de profunda e transparente presença do terapeuta podem tornar-se um espelho e uma valiosa deixa para o potencial de mudança.
Um método holistico
A Terapia Sacro-Craniana Biodinâmica permite uma aproximação á cura da pessoa como um todo, sendo que as inter-conexões entre corpo, mente e espírito são profundamente reconhecidas. É uma forma eficaz de tratamento para uma extensa gama de doenças ajudando a criar as condições óptimas de saúde e promovendo a vitalidade e o bem-estar. É recomendada para todas as idades incluindo bebés, crianças e idosos, podendo ainda ser eficaz em situações agudas ou crónicas.
Os vermes não comem madeira viva onde a seiva vital corre; a ferrugem não corrói as dobradiças da porta que se usa todos os dias.
O movimento promove saúde e vida.
A estagnação traz doença e morte.”
Provérbio da Medicina Tradicional Chinesa

 

 

 

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